Nacionais

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As Melhores Produções Nacionais

É sempre difícil fazer uma lista dos melhores nacionais de todos os tempos. Primeiro temos que decidir quais os pontos e qualidades eram importantes para depois chegar a uma lista. Vamos usar três fatores para análise: sucesso de público, importância histórica e nossas preferências pessoais. Vamos aqui comentar, por estes filtros, quais foram os melhores nacionais até agora.

Depois dos critérios, temos que decidir quantos colocar na lista. Cinco, dez, quinze ou vinte, sempre algo vai faltar ou sermos injustos.

Além de assistir cada uma das produções nacionais brasileiras para entender o contexto em que elas foram produzidas, temos que pensar que a indústria cinematográfica brasileira, historicamente foi sempre dependente de o governo prover fundos, mesmo que após os anos 90 os produtores tivessem que reformular suas relações através da chamada “Retomada“.

Depois do sucesso das “Chanchadas” nacionais, um tipo de comédia inspirada em Hollywood que lançou estrelas como Carmen Miranda, Oscarito e Grande Otelo, somente entre meados dos anos 50 e 60 que o cinema brasileiro realmente começou a produzir obras nacionais que eram tipicamente nossas. A despeito do fato que todas eram de orçamento baixo, algumas produções marcaram este período da história em um movimento chamado “Cinema Novo”.

Altamente influenciados pelo neorrealismo do cinema italiano, diretores como Nelson Pereira dos Santos – considerado o pai do movimento – Glauber Rocha, Ruy Guerra e Caca Diegues iniciaram a produção experimental de obras nacionais, afastando-se da fórmula de Hollywood. Nelson com “Rio 40º” e “Vidas Secas”, Glauber Rocha com “Deus e o Diabo Na terra Do Sol” e “Terra em Transe” e Anselmo Duarte com “O Pagador de promessas”, foram considerados, não somente os melhores nacionais, mas também os mais simbólicos e influentes do Cinema Novo.

Como eram experimentais e de muito baixo orçamento, as produções da era Cinema Novo não tiveram sucesso com o público. Com o golpe de 1968, a repressão cultural e a censura se tornaram fortes no país. A ideia de fazer produções nacionais mais comerciais, combinada com a ditadura militar levou os criadores da era Cinema Novo a criar sua própria companhia (DiFilm) associados com o produtos Luiz Carlos Barreto. “Macunaíma”, uma produção nacionalista e metafórica do direto Joaquim Pedro de Andrade, lançada em 1969, foi provavelmente o maior sucesso do Cinema Novo em termo de bilheteria.

Entre o começo dos anos 70 e até o final dos 80 – a despeito da censura rígida – a indústria cinematográfica brasileira recebeu muito mais investimento do governo militar. Entretanto, as produções lançadas neste período eram simplesmente as pornochanchadas nacionais, um tipo de comédia pornô que era um sucesso comercial, mas sem qualidade alguma. Embora tenhamos algumas obras que marcaram a época como “Pixote”, do diretor Hector Babenco, “Bye Bye Brasil”, de Caca Diegues e a produção Blockbuster de Bruno Barreto “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, toda a produção nacional estava baseada nas chanchadas pornôs durante os anos 70 e 80.

Em 1989, logo após a primeira eleição democrática, as produção cinematográfica estava em declínio, com apenas nove obras brasileiras lançadas em 1991, por exemplo. A indústria faliu em 1992, coincidindo com o impeachment de Fernando Collor de Mello. Em 1993, o novo presidente Itamar Franco criou um fundo para a distribuição de incentivos aos produtores de obras nacionais. O presidente seguinte, Fernando Henrique Cardoso, criou a Lei do Audiovisual para regulamentar e otimizar os financiamentos culturais do governo. Este episódio ficou conhecido como a “Retomada”, ou o renascimento da indústria brasileira de cinema.

O renascimento de produções nacionais começou com Carlota Joaquina (1995), considerado oficialmente o primeiro lançamento após a retomada. Desde então, a maioria das melhores produções nacionais foram feitas, incluindo os Indicados ao Oscar O Quatrilho, O que é Isto Companheiro?, Estação Central e Cidade de Deus. A saga Tropa de Elite 1 e 2, por exemplo, atingiu a marca do mais assistido na história brasileira. Outras produções comerciais como Carandiru, Se Eu Fosse Você e Dois Filhos de Francisco também atraíram muito público aos cinemas nacionais. Entretanto, o cinema nacional ainda é baseado em filmes comerciais.

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